terça-feira, 5 de agosto de 2014


Olá pessoal :)

Nessas férias eu li vários livros que já queria ler fazia um bom tempo, e talvez isso explique o motivo pelo qual eu deixei de fazer novas postagens aqui no blog... Mas a questão é que uma dessas leituras foi do espetacular Will & Will.

Este livro me conquistou logo nas primeiras páginas, sendo que a história nem havia começado ainda. Simplesmente amei os Reconhecimentos dos autores e ali já soube que estava diante de algo que seria muito bom!

Na história temos dois garotos chamado Will Grayson, que vivem vidas diferentes e que acabam se encontrando por um acaso do destino. Um Will é do tipo nerd, que tem poucos amigos e que tenta quase sempre não se intrometer na vida das pessoas a sua volta. Já o outro, sofre de depressão, vive escondendo de todos o fato dele ser gay e a única alegria que tem vem de um garoto chamado Isaac por quem é apaixonado, porém ele só mantem contato com ele virtualmente (já que um mora distante do outro).

O livro, que foi escrito em parceria com os escritores John Green e David Levithan, é dividido em capítulos onde cada um deles mostra o ponto de vista de um dos Will. Na parte do Will Nerd Grayson, temos um dos melhores coadjuvantes da história dos livros lidos por mim: Tiny Cooper, ele que é descrito no livro como a "maior pessoa do mundo que é muito, muito gay, e também a pessoa mais gay do mundo que é muito, muito grande". As melhores cenas de comédia são causadas pelo Tiny. Em contra partida na parte do Will Gay Grayson, temos a Maura e preciso dizer que senti um mix de sentimentos em relação a ela, porém a maior parte da leitura só consegui sentir ódio mesmo.

Mas o que fez eu gostar tanto deste livro?
A forma com que os autores abordam certos assuntos.
Nos dias atuais existem muitas polêmicas e preconceito em relação ao homossexualismo, o que faz com que cada um crie uma visão e um pensamento sobre isso. E nesta história os escritores apresentam um ponto de vista que é muito válido e te leva a refletir sobre determinados aspectos que compõem o modo de uma pessoa ser. Não estamos diante de um livro que prega determinadas filosofias e "influência os jovens" (como muitos dizem), aqui temos um livro que fala simplesmente sobre amor e como ele é percebido e sentido por diferentes tipos de pessoas, mesmo que algumas delas dividam um mesmo nome.

Por fim, só posso dizer que esta foi uma das melhores obras que li este ano e entrou facilmente na lista de favoritos. Com uma escrita simples e que flui perfeitamente, é impossível não terminar e se pegar pensando em questões, ideias e pensamentos vistos no decorrer da leitura. Mais uma vez John Green me impressionou e ainda fez com que eu tomasse conhecimento de um novo autor, David Levithan, que escreveu o livro Todo dia e que eu também li e gostei bastante, porém isso é papo para uma outra resenha...

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